Sei que me vão acusar de “facho”, mas que se dane!
Começo por dizer, alto e bom som, que nascemos num País que nasceu torto. Nasceu torto quando nos livrámos da monarquia e não construímos uma república decente. Nasceu torto quando nos livrámos dessa República e não conseguimos uma ditadura decente que fizesse o País andar para a frente. E, se já estávamos tortos, mais tortos ficámos com um pós 25 de Abril que dividiu a Sociedade em Nobres (função pública – FP), burguesia (os “patrões”) e plebe (os outros).
Por alguma razão, só explicável pela esquizofrenia comunista em que vivemos, vivemos num País em que quem suga o povo, a saber, a função pública, é um coitadinho desgraçado a quem estão sempre a querer retirar os “direitos adquiridos”; em que quem investe, arrisca e dá o pão, a saber, os “patrões”, são o “inimigo explorador do povo”; e em que o povo se vai revoltando, alegre e estupidamente, contra o “vilão” errado.
Bom, mas por quê me lembrei de trazer a este blogue um assunto aparentemente tão despropositado? Fui ontem a uma conferência da FNE, no Porto, supostamente realizada para “apontar lacunas” do Executivo em matéria de Educação no início do ano lectivo. Mas uma boa parte das “lacunas” não passava de mais algumas reivindicações estilo “cassete sindicalista” sobre precariedade, progressão das carreiras e, pasme-se!, as avaliações que serão feitas aos professores! Mas que Governo servo do Demo é que se lembrou de avaliar essa classe que tem (ou deveria ter) tão grande responsabilidade civil? E quanto à precariedade? Caros amigos da FP, bem vindos à dura realidade em que todos nós, que não temos direito a progressões automáticas nem ADSEs vivemos. Quem não está bem, muda-se! Venham tentar a vossa sorte na função privada, tão massacrada e sugada para financiar os “direitos adquiridos” da pública! Venham e descubram o que “precariedade” realmente significa. Significa que quando o barco está pesado demais, afunda, não se aumentam impostos. Significa que, para ter uma consulta no médico no dia seguinte se tem de estar às 6 da manhã no Centro de Saúde, por aqui não há ADSE’s!
Todos nós conhecemos os problemas dos professores, eu próprio tenho alguns amigos que, a cada ano, não sabem se vão ser “colocados” ou não. Mas meus caros, actualizem-se! A formação contínua não é só para os “outros”. Procurem outras áreas e outros “patrões” que não o “Estado”. É que o “Estado” somos todos nós, e o “Estado” não tem de ser um papá magnânimo que tem de cuidar de toda uma classe profissional em particular!
Bem, ainda me apetecia explorar o momento cómico em que um dos colegas jornalistas pediu números concretos, depois “quaisquer números” aos caros sindicalistas acerca de um protesto em particular – a alegada falta de professores em escolas no arranque do ano lectivo – e foi vê-los a engasgar, tentando explicar que números propriamente ditos… não tinham!
É isto o que significa o sindicalismo em Portugal..?
Por acaso és facho lol porque?
porque não se diz plebe, é PROLETARIADO!!!
Continua o bom trabalho phil senão ficamos sem gajo para nos pagar os copos (és o único que ganhas, parece-me justo):p
abraço.